Quitar o financiamento pode parecer o caminho mais rápido para ter um imóvel em seu nome. Mas essa decisão nem sempre combina com seu momento financeiro. Antes de eliminar a dívida, vale pesar os prós e contras com calma.
Entender como funciona a quitação e o impacto disso no orçamento é o primeiro passo. Neste conteúdo, você encontra informações claras e acessíveis para tomar uma boa decisão!
O que é a quitação de financiamento imobiliário?
A quitação de financiamento imobiliário é o pagamento total da dívida, com consequente redução dos juros aplicados. Essa é uma alternativa em que você acaba pagando menos do que o esperado, caso fizesse o pagamento gradual das parcelas.
O desconto é calculado de forma proporcional ao tempo de adiantamento. Portanto, quanto antes você quitar o financiamento, maior será o abatimento concedido pelo banco ou pela loteadora . Vale a pena destacar que esse é um direito assegurado pelo Art. 52, § 2º do Código de Defesa Consumidor.
Apesar do benefício, ainda vale a pena considerar o contexto para saber se vale a pena pagar a dívida antes do prazo. Além disso, é válido diferenciar a quitação do financiamento imobiliário e a amortização.
No primeiro caso, você finaliza a dívida. Ou seja, todos os valores devidos são pagos e você perde esse débito em aberto. Já no segundo, você antecipa parte do saldo devedor.
A amortização implica a continuidade da dívida, já que ela não foi paga por completo. Porém, você ainda terá o abatimento proporcional de juros e poderá reduzir o valor da prestação ou do prazo de pagamento.
Vale a pena quitar o financiamento antes do prazo?
Em alguns casos, vale a pena quitar o financiamento antes do prazo, como quando há bons descontos e o valor não compromete o orçamento. Essa alternativa tende a favorecer a sua sustentabilidade financeira.
É útil pensar se o contexto geral é positivo para tomar essa decisão. Normalmente, a quitação de financiamento é indicada quando há:
- descontos significativos para pagar o saldo devedor;
- redução dos juros;
- fontes de renda extra e você não precisa mexer no orçamento familiar;
- desejo de fazer um novo financiamento imobiliário.
Como fazer a quitação de financiamento?
Você pode fazer a quitação de financiamento informando o banco e gerando um boleto com o valor total do saldo devedor, já com a aplicação dos descontos devidos. Normalmente, esse processo também pode ser feito pelo aplicativo do banco.
Existem algumas formas de facilitar a quitação do financiamento imobiliário. Veja quais são elas.
Quitação de financiamento com o uso do FGTS
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço pode ser usado para quitar a dívida do financiamento de terreno ou imóvel. Para utilizá-lo, é preciso:
- ter 3 anos de trabalho de carteira assinada;
- ter usado o saldo existente há 2 anos ou mais.
Quitação de financiamento com o 13º salário
Você também pode usar o 13º salário para quitar o saldo devedor do financiamento. Normalmente, esse dinheiro servirá para uma amortização, mas também pode acabar com o débito em aberto.
Quitação de financiamento com planejamento financeiro
Ainda é possível se planejar financeiramente. Nesse caso, é preciso:
- organizar as suas finanças;
- reduzir os gastos supérfluos;
- se possível, ter uma fonte de renda extra.
Dessa forma, você pode guardar dinheiro todos os meses e investir até chegar à soma total ou adotar outras duas estratégias:
- amortização: você reúne uma quantia e faz o abatimento da dívida. Isso pode acontecer todos os meses com um valor menor, ou quando quiser, com um montante maior;
- pagamento de parcelas crescentes e decrescentes: você quita a prestação do mês e mais uma do final do financiamento para garantir o desconto sobre uma parcela.
Quais são os custos extras ao quitar um financiamento?
Os custos extras podem incluir taxas bancárias, despesas cartorárias para averbação e, em contratos antigos, possíveis multas previstas em cláusulas.
Um dos principais gastos está nas taxas administrativas cobradas por algumas instituições financeiras. Elas podem incluir custos de processamento ou atualização do saldo devedor.
O cartório também entra na conta. Será necessário fazer a averbação da quitação na matrícula do imóvel. Esse serviço tem um valor fixado por tabela, que varia conforme o estado.
Pode ser que o cartório solicite documentos adicionais, como certidões negativas ou comprovantes de quitação, o que também gera novos boletos.
Outro ponto que exige atenção são os contratos mais antigos. Alguns deles preveem multa para quem antecipa o pagamento total da dívida.
Apesar de a prática estar proibida conforme a Resolução CMN n° 3.516, Art. 1º, essa cláusula ainda aparece em financiamentos assinados antes da regra. Se houver dúvida, o melhor é consultar um advogado para interpretar o contrato e orientar com segurança.
Imagine que você esteja perto de quitar sua casa e precise pagar R$ 500 em taxas cartorárias e R$ 250 de tarifa bancária. São valores que parecem pequenos frente à dívida total, mas que precisam estar no seu planejamento. Assim, a quitação segue tranquila, sem imprevistos no caminho.
Como negociar descontos na quitação do financiamento?
Você pode negociar diretamente com o banco, propor pagar uma parte maior da dívida e avaliar amortizações ou portabilidade para reduzir os custos.
Quitar o financiamento antes do prazo pode abrir portas para bons descontos. A melhor forma de alcançar esse benefício é conversar diretamente com o banco ou loteadora.
Instituições costumam avaliar caso a caso e, muitas vezes, apresentam propostas melhores para quem paga um valor mais alto de uma só vez.
Se você tem R$ 50 mil guardados e o saldo da dívida está em R$ 60 mil, vale mostrar disposição para quitar a maior parte e tentar negociar um abatimento no valor restante. Essa antecipação reduz o tempo do contrato e diminui o risco de inadimplência, o que também interessa à instituição.
Outra opção é amortizar parte do saldo com frequência. Se a cada seis meses você fizer um pagamento extra, mesmo que pequeno, vai reduzir bastante os juros ao longo do tempo. Isso ajuda a diminuir o total da dívida e abre caminho para uma quitação completa no futuro.
Também vale comparar com outras instituições. Se o financiamento estiver com taxas elevadas, você pode avaliar a portabilidade. Bancos concorrentes podem aceitar quitar o contrato atual em troca de um novo com juros mais baixos, o que facilita o encerramento da dívida.
O segredo está em ter clareza sobre o valor total, manter o controle das parcelas e agir com base em dados. Um bom planejamento financeiro, aliado a uma abordagem respeitosa e direta, pode garantir negociações mais vantajosas e tornar a quitação mais leve para o seu bolso.
Quitar o financiamento ou investir: qual é a melhor escolha?
Isso vai depender do valor do desconto e do seu momento financeiro. Quitar reduz dívidas, mas investir pode gerar mais retorno no longo prazo.
Há situações em que é melhor quitar o financiamento, caso o desconto oferecido seja grande. Porém, vale a pena considerar se esse dinheiro poderia render mais em um investimento.
Por exemplo, quem opta por comprar um lote em região com crescimento acelerado pode ver seu patrimônio crescer em pouco tempo. É o caso do Ávila Piratininga 2, que reúne localização estratégica e infraestrutura completa. Esse tipo de investimento pode gerar renda futura com locação ou valorização.
Por outro lado, acabar com a dívida pode ser relevante para adquirir outro imóvel, dependendo das suas condições financeiras. De qualquer modo, quitar o financiamento é uma boa oportunidade e pode ajudar na construção do seu patrimônio.
Antes de tomar qualquer decisão, o melhor caminho é avaliar seu momento e suas metas financeiras. Quitar o financiamento pode ser vantajoso, mas só quando isso não compromete sua estabilidade. É importante entender todos os custos, negociar bem com o banco e, acima de tudo, fazer as contas com cuidado.
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Ainda, você pode ter a ajuda necessária para fazer a quitação de financiamento ou se informar sobre a melhor alternativa.
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Resumindo
É quando o valor total do contrato é pago antes do prazo acordado, encerrando a dívida e eliminando os juros que seriam cobrados no futuro.
O ideal é organizar as finanças, juntar o montante necessário e buscar condições melhores com a instituição. Também é possível usar FGTS ou amortizações.
A dívida é encerrada, os juros param de incidir e o imóvel pode ser registrado em definitivo. Depois, é preciso fazer a averbação em cartório.
Crédito da imagem: Freepik.
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